Eros e Psiquê: o amor como travessia
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Psiquê era uma mortal de beleza tão grande que despertou o ciúme da própria Afrodite. Foi entregue a um destino sombrio, mas acabou nos braços de Eros — o deus do amor — que a visitava todas as noites, na escuridão, com uma única condição: ela jamais poderia ver o seu rosto.
Por muito tempo, ela aceitou. Até que a curiosidade — e a desconfiança — venceram. Acendeu uma lâmpada enquanto ele dormia. Viu. E o perdeu.
Para reencontrá-lo, Psiquê teve que atravessar provas impossíveis. O amor não voltou de graça. Voltou depois da travessia.
Psiquê, em grego, significa alma. O mito sugere que a alma só encontra o amor verdadeiro depois de enfrentar o que é difícil em si mesma. Não há atalho. Não há amor pleno sem a coragem de olhar — inclusive para o que dói.
Por Luciene Alamino · Fio de Ariadne
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